domingo, 7 de junho de 2009

“Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção.” Paulo Freire

Sociologia e História

Como trabalhar questões étnicos raciais na escola?

Reflexão


Existem vários problemas presentes na sociedade, um deles sabe-se que é o preconceito racial, que se manifestam também dentro da escola assumindo formas próprias que comprometem a vida de toda comunidade escolar.

A escola e a sociedade estão intimamente relacionadas. O que ocorre fora da escola causa impacto nela e a maneira como estas questões são tratadas no seu interior pode influenciar o contexto social mais amplo. Na escola o racismo se manifesta através do comportamento discriminatório de alunos, professoras/es, pais e funcionários e através dos materiais pedagógicos, mais especificamente dos livros didáticos.


Como resultado temos, o baixo rendimento das crianças negras que por causa dessa discriminação se sentem inferiorizadas.

Levando em consideração estas questões devemos trabalhar freqüentemente estes aspectos em sala de aula, como os conceitos de discriminação e preconceito, no entanto é preciso associar estes a exemplos do dia a dia. Explorando acontecimentos vividos por eles ou histórias que os mesmos conhecem, enfatizado e tentando mostrar que a discriminação racial gera desigualdades, se demonstrarem conhecimentos sobre o mesmo assunto terão um posicionamento sobre o assunto.
É possível e importante trabalharmos sobre a discriminação racial, com atividades diversificadas, com livros de literatura infantil, projetos realizados com toda comunidade escolar, envolvendo pais e funcionários, através de ações e manifestações realizadas no cotidiano escolar. “a escola é um espaço privilegiado para debates sobre como se produzem essas identidades, as diferenças que se instauram a partir delas e as relações de poder que permeam este processo. O trabalho com a história permitiu a leitura de que nossas crianças possuem ‘preconceitos’ por estarem interagindo com todas essas esferas educativas e expostas aos discursos que diariamente as formam e ditam os parâmetros da normalidade, da beleza, do correto.” ( p.p.7,8)

A escola, portanto não é neutra, ela capaz de reproduzir discriminação racial de várias maneiras, no entanto é capaz também de contribuir para o esclarecimento das várias etnias. Sendo assim cabe a nós educadores nos posicionarmos e perceber quando nossa sala de aula de aula precisa ser contemplada com esses assuntos relacionados à sociedade, (desde a alfabetização), pois racismo e preconceito, não são fatos que se restringirão apenas no ambiente escolar, irá refletir no amplo contexto social.

Trabalhar com etnias e a disparidade que a compete é realmente um compromisso assumido por cada individuo pela luta da igualdade, pois, como diz Paulo Freire: “pensar certo é a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação e isso só é possível quando não nos omitimos e fazemos da sala de aula um campo de pesquisa.”





Filosofia da Educação

Educação Após Auschiwitz


Com base na leitura do texto “Educação após Auschwitz” de Theodor Adorno, e diante da minha experiência docente e no cotidiano escolar, refletindo sobre a relação entre educação, civilização e barbárie, observei que estas estão relacionadas. Considero a barbárie um descaso com o próximo.

De acordo com o que acontecia em Auschwitz, os “nazistas demonstravam claramente à humanidade que é perfeitamente possível estimular a ciência e utilizá-la a serviço da destruição do próprio ser humano e pasmem: sem que os responsáveis pela produção do conhecimento e sua utilização tenham algum peso na consciência ou um sentimento de culpa quanto a isso.” Ou seja, pessoas com conhecimentos, formadas em várias áreas faziam uso de sua educação para a destruição dos seres humanos, “o que aconteceu em Auschwitz mudou as noções de barbárie que a humanidade conheceu ao longo da história e mostrou, objetivamente, do que o ser humano é capaz.”

Sabemos que a educação já foi assim, alvo de indicadores sociais, nas quais influenciavam os homens a servir a sociedade, sem direito de pensar ou refletir sobre seus atos, como nos mostra no parágrafo acima, cometiam barbáries sem sentimentos de culpa, eram manipulados.
No entanto, sabemos que o nosso principal objetivo como educadores é educar em primeiro lugar, para que cada indivíduo seja capaz de instituir suas próprias idéias, construindo e formulando novas concepções a partir de sua consciência, colaborando com a sociedade, bem como valorizando sua vida e desviando-se das barbarias. Seguindo um caminho digno, respeitando as diferenças raciais,sociais e todos os que o cercam, evitando se envolver em vandalismo. Sendo assim, a educação é conta a barbaria em todos os sentidos.
Adorno segue dizendo que a idéia de amenizar, evitar e quem sabe um dia acabar com a barbaria será através da educação, mas complemento suas palavras dizendo que, a partir do momento que o sujeito passar a se conhecer, se aceitar e amar a si próprio a civilização passará a ser mais solidaria não cometendo tantos delitos.


Se falo da educação após Auschwitz, tenho em mente dois aspectos: primeiro, a educação infantil, sobretudo na primeira infância; depois, o esclarecimento geral, criando um clima espiritual, cultural e social que não dê margem a uma repetição; um clima, portanto, em que os motivos que levaram ao horror se tornem conscientes, na medida do possível. (pág. 2)


Filosofia da Educação


Filme: “O Clube do Imperador”
Exercitando a argumantação:

Baseado no filme “O clube do Imperador” solicitado pela interdisciplina Filosofia da Educação, pude observar e refletir sobre determinadas cenas, onde o professor está diante de um conflito ético e moral.
Uma das cenas em que mostra o conflito moral é quando o professor, ao corrigir uma das provas, mais precisamente do aluno Sedgewic Bell, arrogante, filho de pai importante com grandes influências na política.
Pude perceber que ao avaliar o trabalho do aluno mencionado acima, o professor estava apreensivo com seus próprios pensamentos, acredito eu, que neste momento pensou em apenas satisfazer seu próprio ego, avaliando assim seu aluno conforme julgava ser um bom resultado, fazendo-se confirmar o que acreditava ser certo, ou seja, moldar seu aluno segundo seus parâmetros.
Para superar está futura frustração (de não conseguir moldar e Bell como os demais alunos), o professor opta em quebrar seus paradigmas e passa o aluno a frente aprovando-o para que ele se destaque entre os demais da turma, mostrando que é capaz.
Posteriormente, Bell viria a participar do concurso “Julio Cesar”, onde os três melhores alunos participam, sendo assim, surpreenderia a todos demonstrando através do jogo que foi capaz de mudar o caráter do menino.
Logo, o professor William Hundert conhecido por suas belas instruções em sala de aula depara-se com um conflito moral, ao realizar as perguntas percebe que Bell está “colando”, imediatamente Hundert reflete sobre sua inadvertência tomando consciência de que apenas estimulou o aluno a participar do concurso, mas não mudou seu caráter, não fez com que o mesmo compreendesse a importância do aprendizado.
Aos olhos dos espectadores Bell apenas não estava tão preparado para participar do concurso Julio Cesar quanto o seu colega, no entanto, o professor era o único que sabia que sua participação havia sido influenciada, ou seja, pré-aprovada. O professor sentiu que sua participação não era por seu próprio mérito, mas sim por um capricho de querer demonstrar que seria realmente capaz de modificar um aluno.
Apesar da influencia que o professor exerceu sobre a participação de Bell no concurso, a solução adotada por ele para reverter à situação foi justa com os demais participantes, o professor tratou de indagar algo fora do contexto trabalhado em sala de aula para seu colega, sabendo que o mesmo responderia sem maiores problemas, descartando Bell.
Nada mais justo que o mesmo caia fora, perdendo os louros da vitória, valorizando o conhecimento e esforço dos outros participantes.
A partir das situações ressaltadas, podemos observar alguns princípios morais envolvidos:
o Jamais faltar com a verdade;
o Não reverter situações a nosso favor:
o Acreditar na capacidade do aluno, respeitando seus princípios;
o Valorizar o aluno individualmente;
o Estimular a vontade de aprender;
Sendo assim, acredito que a decisão do professor foi moralmente correta, a final teve oportunidade de corrigir um deslize que não haveria de ter ocorrido apenas para surpreender outras pessoas, foi justo com os demais participantes na hora do jogo, pois percebeu que não havia mudado o caráter do aluno, mas sim induzido ele ao jogo para evitar seu fracasso profissional.

Filosofia da Educação

O dilema do antropólogo francês
Demonstro minha posição, reflexão e argumentação sobre o Antropólo Francês solicitado pela interdisciplina de Filosofia da Educação;
Claude Lee, antropólogo francês, acaba de chegar numa ilha de um arquipélago na Polinésia. Sua missão é pesquisar os hábitos dos nativos que lá habitam. Os costumes dos nativos são bastante diferentes dos costumes dos franceses, mas ele tem o cuidado de não julgar o modo como estes nativos vivem, porque tal avaliação sempre seria parcial. Como poderíamos abstrair sinceramente a concepção de mundo que herdamos da nossa cultura e avaliar imparcialmente todas as culturas?
O antropólogo tem ainda outro argumento: qual seria a medida pela qual julgaríamos as culturas? Existem quesitos transculturais que nos permitem avaliar toda e qualquer cultura? A reposta do antropólogo é não: toda avaliação está condicionada pela cultura do avaliador.
Assim, Claude decidiu jamais interferir no modo de vida dos habitantes do arquipélago. Estes, contudo, possuem uma crença que testa a determinação do antropólogo: os nativos acreditam que os mensageiros dos deuses são homens de pele branca, seres que expressam a vontade absoluta dos deuses – tudo o que disserem deverá ser obedecido. O teste ocorre na pergunta que eles lhe fazem: “você tem a pele branca, então você é um mensageiros dos deuses, ou as nossas crenças estão erradas?”
O antropólogo, fiel aos seus princípios, mente: “sim, eu sou o mensageiro dos deuses”. Mas então surge uma pergunta ainda mais difícil: “todos os homens brancos são mensageiros dos deuses, ou as nossas crenças estão erradas?”
Claude reflete: se responder positivamente estará deixando os nativos vulneráveis aos seus conterrâneos inescrupulosos que fatalmente descobrirão a ilha. Mesmo assim, responde de acordo com a cultura dos nativos: “sim, todos os homens brancos são mensageiros dos deuses”.

Projeto de Aprendizagem

Construindo o Projeto de Aprendizagem

Quando começamos a construirmos o PA, eu ,assim como os demais colegas do grupo precisamos de muito trabalho para entender o objetivo do seguinte trabalho solicitado, ou seja, como proceder a realização de um PA. Sendo que tínhamos uma forte ligação a pesquisas realizadas anteriormente, fazendo-as por copias de autores, respondendo conseqüentemente algo que já havia respostas, que já fora encontrado, respondido e publicado por alguém.
Tivemos uma caminhada acirrada até nos identificarmos com verdadeiro objetivo, pesquisar e formar informações sabre algo, sendo que fossemos as principais autoras. Não terminamos nosso PA no semestre passado, mas ao formulamos tivemos uma caminhada a qual nos fez aprender muito.
Analisar um PA de outro grupo nos faz refletir sobre o nosso próprio trabalho, desde o conteúdo pesquisado até sua apresentação, ou seja, é uma auto reflexão a partir da analise.
Receber comentários nos faz crescer pessoalmente e moralmente.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Seminário Integrador

Analise do grupo Ciclone

Projeto de Aprendizagem ( PAs) : Ciclone
Realizado pelas colegas: Cleide Cardoso, Josiana Moraes, Letícia Bock, Luciane Bittencourt, Mônica Santos, Patrícia Lippert e Rita Raupp, pude perceber a partir da analise o crescimento do projeto na medida em que as colegas foram se apropriando do assunto pesquisado, onde as mesmas são dependentes de criação e de busca.
Iniciaram o projeto com pergunta central de modo amplo, a questão seria sobre ciclone no Brasil, após se reunirem e reformularem o mapa conceitual perceberam a necessidade de se restringirem á algo mais concreto, visível.
Focalizaram então sua pesquisa na localidade e nas cidades vizinhas (que á algum tempo foram atingidas por estes fenômenos.)
As certas provisórias e dúvidas temporárias e o mapa conceitual foram aperfeiçoados no decorrer do projeto, sendo que ambos tiveram três postagens.
Tendo definido a pergunta central com o auxilio da construção do mapa conceitual e o aperfeiçoamento das dúvidas e certezas, o grupo partiu para uma pesquisa elaborada para analisar os conhecimentos prévios das pessoas segundo suas experiências de vida.
A forma apresentada pela busca da pesquisa demonstra a anulação dos padrões de projeto aplicados nas escolas regulares.
Sendo assim, o projeto desenvolvido apresenta evolução e crescimento, envolvendo os membros do grupo na pesquisa realizada com os populares.
Há coerência entre a pergunta central (esta que foi aperfeiçoada) com as certezas e as dúvidas.
O desenvolvimento do projeto fundamenta-se na pesquisa, na pesquisa em livros e sites, criaram um blog e um Pbwiki para apresentação do PA.
Os relatos e descrições que se referem à pesquisa demonstram aprendizagem ao tema abordado, bem como a construção de um novo mapa conceitual.
Os textos apresentados, assim como os passos dados pelo grupo são bem organizados, sendo que a cada postagem foi criado um novo link nomeando o assunto, ou seja, tudo em seu devido lugar. Disponibilizaram em sua página de apresentação os links criados pelo grupo, e as postagens individuais que evidenciam a participação e a construção de cada indivíduo na busca pela pesquisa.
Nova versão, postada apartir dos comentários da tutora Roberta .