segunda-feira, 2 de novembro de 2009

EJA

EJA

A EJA é uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções especificas. (Parecer CEB no 11/2000 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos). Como a própria sigla nos remete é a educação especifica para jovens e adultos.
Esta modalidade da educação básica, nas suas etapas fundamental e média, procura levar em consideração as diferenças individuais e a bagagem cultural de seus alunos, diferenciando-se do ensino regular em sua organização, pois, possui metodologias e ciclos de acordo com as necessidades de seus educandos.
Os jovens e adultos que freqüentam a EJA, geralmente, são pessoas que não tiveram acesso ao ensino fundamental e médio em idade escolar e que buscam melhorar suas condições de vida.
Segundo o Parecer CEB 11/2000 a EJA possui basicamente três funções:
- Reparadora;
-Equalizadora;

Em nosso entendimento a Função Reparadora, significa a entrada de jovens e adultos a uma escola de qualidade e também um reconhecimento do direito de igualdade entre os seres humanos.
Já a Função Equalizadora, segundo o Parecer CEB 11/2000 vai dar cobertura a trabalhadores e tantos outros segmentos sociais como donas de casa, migrantes aposentados e encarcerados. Visa dar oportunidades aos desfavorecidos, promovendo o acesso e permanência dos mesmos na escola.
E a Função Permanente considera o ser humano como algo inacabado, em constante desenvolvimento, na realidade é o próprio sentido da EJA.

Para a formação de docentes de qualquer nível ou modalidade deve-se considerar como meta o disposto no art. 22 da LDB, “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. Além disto, é necessário que ele esteja disposto a levar em consideração aspectos como:
- A realidade social de seus alunos, assim como a bagagem cultural que já possuem;
- A comunicação através de linguagem clara e adequada ao seu “público”;
- O diagnóstico dos conhecimentos prévios de seus alunos, para que a partir deste ponto possa planejar suas aulas;
-O estimulo de exercícios de cidadania revitalizando a auto-estima de seus alunos.
Outro aspecto a ser considerado é que não se pode "infantilizar" a EJA no que se refere a métodos, conteúdos e processos. O art. 5º, no seu § 2º assinala:
Os conteúdos curriculares destinados (...) aos anos iniciais do ensino
fundamental serão tratados em níveis de abrangência e complexidade necessários à (re)significação de conhecimentos e valores, nas situações em que são (des)construídos/(re)construídos por crianças, jovens e adultos.

O professor de EJA deve estar atento ao fato de que tem alunos jovens e adultos, muitas vezes com a sua idade e que os mesmos merecem serem tratados de acordo com sua faixa etária.

Segundo o Art. 41 da LDB: “O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos”.
Sabe-se que grande porcentagem de jovens e adultos que procuram o EJA desejam melhorar seu desempenho pessoal e profissional.
A EJA possibilita ao educando sua qualificação profissional e a experiência profissional do aluno é valorizada na EJA como conhecimento prévio, permitindo estes obter o avanço escolar.

Considerando a realidade encontrada em nosso município percebemos que a maioria das pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar em idade considerada “normal” demonstram interesse em aperfeiçoar ou concluir seus estudos.
Essa busca esta relacionada não somente ao aperfeiçoamento profissional, mas também como uma realização pessoal, a conclusão de um sonho.



Referência bibliográfica

Parecer CEB no 11/2000 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, disponível em http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/eja/Parecer%20CEB%2011.2000_Diretrizes%20Curriculares%20da%20Educacao%20de%20Jovens%20e%20Adultos.pdf



A atividade descrita a cima foi realizada com a colaboração das colegas, Cristiane Mengue e Liziani Evaldt.

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